"YOU FUCKING DIE!", I said.
I said "YOU FUCKING DIE!"
you know what I mean?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
luz apagada
o vento gélido da madrugada alcançou sua cama e sua alma, tocou sua face e a fez acordar. às 3h uma força vital ainda entranhava-se em seus músculos e ossos. levantou-se da cama e, durante algum tempo, manteve-se sentada com o cobertor aquecendo seu corpo, instalada na escuridão do seu quarto. os pés descalços tocaram o chão frio e puseram-se a caminhar, à procura de algum refúgio ou bebida quente. então dirigiu-se à varanda, levando consigo alguns cigarros e abismos. debruçou-se sobre a quietude da noite, olhou para o céu negro e encarou as estrelas, que brilhavam com exuberância. fechou e abriu os olhos lentamente. acendeu um, dois, três cigarros, fitando a fumaça que saía de sua boca. isso a manteve aquecida e distraída por algum tempo. mas sua mente continuava inquieta, assim como suas mãos e seus anseios. resolveu, então, andar. a passos curtos e incertos, percorreu caminhos estreitos e tortuosos da sua mente. o tempo todo topava com antigas lacunas, dúvidas abandonadas. sabia, talvez, que nunca haveria uma resposta sequer pr'aquele turbilhão de inconstâncias e aflições, e isso a deixava com um sentimento perturbador de vazio. questionava-se a possibilidade de haver algum sentido que preenchesse com precisão a resposta para todos esses e aqueles atos, consciente ou inconscientemente, realizados. acendeu o último cigarro. às vezes se deparava à beira de uma fronteira mental e moral, do certo e do errado, do bom e do mau, da dor e da cura. mas como diferenciar esses extremos, perguntava-se. a única coisa que ela sabia a respeito disso era que um dependia da existência do outro para também existir. então onde estariam as respostas para todas essas dúvidas? talvez nem tudo devesse ser esclarecido, pensou. não sabia ao certo. também não mais importava, estava cansada demais para continuar divagando. caminhou de volta até o seu quarto e trancou a porta. o noite começou a ir embora. deitou-se em sua cama, fechou os olhos e adormeceu. o mundo desperto apareceu novamente, lá fora.
sábado, 3 de julho de 2010
onde o que eu sou se afoga
Ultrapassou a caixa torácica e sente, novamente, a brisa leve acariciar as entranhas. Livre.
domingo, 6 de junho de 2010
neruda
sexta-feira, 26 de março de 2010
tempos irremediáveis
nada como aquelas reações puramente humanas, escondidas, pra gente tombar de vez em quando, ein! porque, surpreendentemente, uma hora vem à tona. mas aí, se você tiver sorte, elas voltam a ficar submersas, dissimuladas. na verdade não sei bem se há sorte nisso, apenas vivencio a desvantagem de saber que não se sabe, nem agora nem nunca, lidar com isso.
ou é oito ou oitenta. ficar no meio termo deixou de ser sinônimo de astúcia.
ou é oito ou oitenta. ficar no meio termo deixou de ser sinônimo de astúcia.
terça-feira, 14 de julho de 2009
sinuca de bico
[...]
[...]
"não, meu bem, não adianta bancar o distante.
lá vem o amor nos dilacerar de novo". [C.F.A.]
- Eu só espero que você ainda tenha amor por mim, independente da forma, entende?
- Se não me deixar pra lá, vai ficar sem aquele cara que te ama incondicionalmente. Se me deixar ir, corre o risco d'eu nunca mais olhar pra você com os mesmo olhos. Você é diferente, sempre foi. Não sei o porquê, inclusive já desisti de tentar entender. Assim como já desisti de tentar adormecer isso, ou alimentar. Resolvi deixar ir...
- Eu vou perder, nos dois casos. Mas aí eu paro e penso no que seria melhor pra tu.
- E se for o contrário? E se for você que vai embora? E eu ficar esperando, esperando, esperando?
- Desistí de quebrar a cabeça com hipóteses. E o que tu esperaria?
- Não sei bem. O que eu espero hoje em dia.
- E o que tu espera hoje em dia?
- Eu poderia dizer "você", mas não seria um verdade completa. Porque isso não é um pensamento válido pra mim atualmente. Acho que eu espero um fantasma. Um fantasma seu, é o que eu espero.
- Se não me deixar pra lá, vai ficar sem aquele cara que te ama incondicionalmente. Se me deixar ir, corre o risco d'eu nunca mais olhar pra você com os mesmo olhos. Você é diferente, sempre foi. Não sei o porquê, inclusive já desisti de tentar entender. Assim como já desisti de tentar adormecer isso, ou alimentar. Resolvi deixar ir...
- Eu vou perder, nos dois casos. Mas aí eu paro e penso no que seria melhor pra tu.
- E se for o contrário? E se for você que vai embora? E eu ficar esperando, esperando, esperando?
- Desistí de quebrar a cabeça com hipóteses. E o que tu esperaria?
- Não sei bem. O que eu espero hoje em dia.
- E o que tu espera hoje em dia?
- Eu poderia dizer "você", mas não seria um verdade completa. Porque isso não é um pensamento válido pra mim atualmente. Acho que eu espero um fantasma. Um fantasma seu, é o que eu espero.
[...]
"não, meu bem, não adianta bancar o distante.
lá vem o amor nos dilacerar de novo". [C.F.A.]
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
"Cada coisa era cada coisa inteira, na união de suas infinitas partes. Mas e as sombras e o reflexos, esses que não se integravam em forma alguma, onde ficavam guardados? Para onde iria a parte das coisas que não cabia na própria coisa? Para o fundo do meu olho, esperando ofuscamento para vir à tona outra vez? Ou entre as próprias coisas-coisas, no espaço vazio entre o fim de uma parte e o começo de outra pequena parte da coisa inteira? Como um por trás do real, feito espírito de sombra e luz, claro-escuro escondido no mais de-dentro de um tronco de árvore ou no espaço entre um tijolo e outro ou no meio de dois fiapos de nuvem, onde?"
Caio F. Abreu
Caio F. Abreu
domingo, 23 de novembro de 2008
got some bad news this morning...
"I may be just a little selfish, all I have is the memory. Yet I never start to wonder, is it possible you hurt worse than me? [...] Who's gonna save my soul now? Who's gonna sing my song now? Oh, I know, I'm out of control now. Tired enough to lay my own soul down".
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
au revoir
à beira da cama o corpo fica.
silêncio, alguém ali dorme.
a janela ainda não está aberta,
prefere que o sol nem os pássaros o incomode.
seu braço está caído,
seus dedos acariciam o chão.
'mas é tarde, por que ainda dormes?
nem em sonhos encontras teu perdão?'
seus olhos estão abertos.
vazios, refletem seu passado.
'olha o rumo que tomaste!
já não suportas o teu fardo?'
naquela cama não há mais vida,
apenas um cálice de veneno e má sorte.
'o que não fizeste na vida,
haverás de fazer na morte?'
silêncio, alguém ali dorme.
a janela ainda não está aberta,
prefere que o sol nem os pássaros o incomode.
seu braço está caído,
seus dedos acariciam o chão.
'mas é tarde, por que ainda dormes?
nem em sonhos encontras teu perdão?'
seus olhos estão abertos.
vazios, refletem seu passado.
'olha o rumo que tomaste!
já não suportas o teu fardo?'
naquela cama não há mais vida,
apenas um cálice de veneno e má sorte.
'o que não fizeste na vida,
haverás de fazer na morte?'
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
disorder
O fato é que a verdade
está indo além,
mas tão além
que deixou de ser verdade.
E agora eu tô aqui,
rindo incansavelmente
para o buraco da fechadura.
"I've got the spirit, but lose the feeling, feeling, feeling..."
está indo além,
mas tão além
que deixou de ser verdade.
E agora eu tô aqui,
rindo incansavelmente
para o buraco da fechadura.
"I've got the spirit, but lose the feeling, feeling, feeling..."
quinta-feira, 3 de julho de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
akbetnkv aopfl qçp;
naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf naksjdl gaudla hsdgu sldashuld, dhausid amsd ahusidhiash ashduh hduhal vbmorh ajrg jqpwjd asf n afhfhuihe fhalehfl ahsfawh fhwopf hashfkncbvaurw we wqifp FJAÇ f ehsdfhsghrç efjf ,.a fiaoeifç ; A?S fwofjafa jfiç@!4 sdlfjslu i sdf.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
meu vermelho,
Perdi o meu canto, teu encanto, dei lugar à solidão. Perdi a identidade, a vontade, perdi o chão. Perdi minhas roupas, minha bolsa, meus dias de sol, meu violão. Perdi o medo, perdi a coragem, perdi a mocidade e parte do coração. Limpei a vista para a flor mais bonita, e que agora em seu jardim de rosas cresce cinza, perdendo aos poucos sua atenção. Parei para o tempo, desci para o mundo, pedi informação ao desalento, enxerguei, talvez, com mais exatidão. Perdi o calor das palavras, a clareza do olhar, o aconchego do sorriso e até a calma de suas mãos. Perdi o bem quisto, o que antes nunca havia se perdido, parte da história, perdi até a solução. O que restou foi a saudade, com muito mais intensidade, agora atrelada a esse pobre coração.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
tum-tum,
Enquanto isso, as paredes sussurram verdades. E o que poderia ter sido evitado vive sufocado entre veias e artérias, como um tambor silencioso. Apenas tentativas frustradas de ultrapassar a caixa torácica e sentir, novamente, a brisa leve acariciar as entranhas. Livre.
Às vezes as palavras tornam-se mais transparentes do que deviam.
Voam soltas, sem a preocupação de onde vão pousar.
Às vezes as palavras tornam-se mais transparentes do que deviam.
Voam soltas, sem a preocupação de onde vão pousar.
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