Eu esperei tanto por esse dia, o dia em que tudo o que mais desejei nesses últimos meses estaria bem em frente aos meus olhos. E eu iria poder sentir todo o calor e emoção estremecer o corpo, vibrar com cada palavra pronunciada e abrir os abraços para os sentimentos escondidos por trás daquelas frases. Sei que seria complicado, muitos obstáculos, mas no fim valeria à pena. Talvez até rolasse lágrima pelo rosto, entende? A gente nunca sabe quando vai ser pego de supresa.
Ficava imaginando cada cena na minha cabeça, do início ao fim. Do 'oi, tô aqui', até o 'até mais, quem sabe?'. A respiração pára, o coração acelera. Eu conseguia sentir daqui a movimentação, todos os passos, estava se aproximando. Mas eis que acontece o inimaginável, o indesejado. Eu precisava respirar fundo, pois a bomba chegara aos meus ouvidos...
Ô, cara, vou mais não pra Incubus. =/
sábado, 15 de setembro de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
O dia que Júpiter encontrou Saturno.
[...]
- E que uma palavra ou gesto, seu ou meu, seria o suficiente para modificar nossos roteiros.
- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca.
- Ou sempre.
[...]
Caio Fernando Abreu, Morangos Mofados.
- E que uma palavra ou gesto, seu ou meu, seria o suficiente para modificar nossos roteiros.
- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca.
- Ou sempre.
[...]
Caio Fernando Abreu, Morangos Mofados.
domingo, 19 de agosto de 2007
quando nem sempre é opcional.
E é nos dias frios e chuvosos que mais se sente sua presença.
Ao sair da cama e encostar os pés no chão frio, fitando o vazio do quarto. No silêncio fúnebre do fim da madrugada, na névoa que encobre a calçada. Na noite que ainda ecoa em cada cômodo, na janela embaçada.
Ao respirar e nada mais escutar além do ar gelado entrando pelas narinas. No andar vago, olhar perdido. No cheiro de mofo nas roupas, café velho na garrafa. Nos jornais acumulados ao pé da porta, notícias passadas.
Ao tocar Beth Gibbons, e apenas ouvir. Na camisa esquecida, jogada pela casa. Nas paredes cinzas, marcadas pelo vermelho já envelhecido. Na água que cai lá fora e molha os pensamentos.
A solidão, como fiel companheira.
Ao sair da cama e encostar os pés no chão frio, fitando o vazio do quarto. No silêncio fúnebre do fim da madrugada, na névoa que encobre a calçada. Na noite que ainda ecoa em cada cômodo, na janela embaçada.
Ao respirar e nada mais escutar além do ar gelado entrando pelas narinas. No andar vago, olhar perdido. No cheiro de mofo nas roupas, café velho na garrafa. Nos jornais acumulados ao pé da porta, notícias passadas.
Ao tocar Beth Gibbons, e apenas ouvir. Na camisa esquecida, jogada pela casa. Nas paredes cinzas, marcadas pelo vermelho já envelhecido. Na água que cai lá fora e molha os pensamentos.
A solidão, como fiel companheira.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
por alí.
E as coisas estão onde realmente deveriam estar. Ou não?
Vira e mexe elas saem do canto, ficam soltas por aí, desordenadas. Fazem a maior bagunça por onde passam. Mas e agora, elas estão certas? Estão corretas por se manterem fixas? Não se sabe.
Coisas. A gente generaliza tanto, e não chega a lugar algum.
Quando se acha que acaba, não acaba. E sabe o que mais?
Vira e mexe elas saem do canto, ficam soltas por aí, desordenadas. Fazem a maior bagunça por onde passam. Mas e agora, elas estão certas? Estão corretas por se manterem fixas? Não se sabe.
Coisas. A gente generaliza tanto, e não chega a lugar algum.
Quando se acha que acaba, não acaba. E sabe o que mais?
segunda-feira, 9 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Da janela.
De uma janela embaçada,
Observo a vida passar.
A luz já não é tão forte e clara.
A visão não é a mesma.
A felicidade anda apressada,
Se distanciando cada vez mais.
As cortinas vão se fechando,
Eu assisto tudo por trás.
O corpo fica e agüenta,
Mas a alma já se vai.
Tardes de domingo se foram,
Dias nublados tomaram seu lugar.
O jardim foi abandonado.
AS flores estão mortas,
Não há mais quem as regue.
Na sombra de uma macieira seca
Jaz o canto de uma vida,
Com um passado interrado
Esperando que o diabo o carregue.
Antiga.
Essa foi tão 'spleen e charutos'.
Observo a vida passar.
A luz já não é tão forte e clara.
A visão não é a mesma.
A felicidade anda apressada,
Se distanciando cada vez mais.
As cortinas vão se fechando,
Eu assisto tudo por trás.
O corpo fica e agüenta,
Mas a alma já se vai.
Tardes de domingo se foram,
Dias nublados tomaram seu lugar.
O jardim foi abandonado.
AS flores estão mortas,
Não há mais quem as regue.
Na sombra de uma macieira seca
Jaz o canto de uma vida,
Com um passado interrado
Esperando que o diabo o carregue.
Antiga.
Essa foi tão 'spleen e charutos'.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Por cima.
Blá blá blá...
Minha relação com pessoas é um tanto estranha. Tenho sérios problemas de comunicação/expressão. Sou uma pessoa socialmente frustrada, confesso. Sou altamente calada pessoalmente, mas não chata. Tenho relações cortadas com minhas cordas vocais, mas graças aos et's, meus dedos me servem de ótima ajuda.
Coisas sem as quais não vivo, tirando dormir, comer e respirar, sem dúvida são meus amigos. Pessoinhas estranhas ou não, mas que me dão uma força e segurança do caralho. São meu vício, meu sorriso, minha dedicação.
Blé blé blé.
Minha relação com pessoas é um tanto estranha. Tenho sérios problemas de comunicação/expressão. Sou uma pessoa socialmente frustrada, confesso. Sou altamente calada pessoalmente, mas não chata. Tenho relações cortadas com minhas cordas vocais, mas graças aos et's, meus dedos me servem de ótima ajuda.
Coisas sem as quais não vivo, tirando dormir, comer e respirar, sem dúvida são meus amigos. Pessoinhas estranhas ou não, mas que me dão uma força e segurança do caralho. São meu vício, meu sorriso, minha dedicação.
Blé blé blé.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
hell is around the corner.
O inferno está ao seu redor, lhe queimando em brasas, lhe consumindo a alma. Sua pele arde, seu sangue ferve, sua calma vira fumaça e o calor lhe apodrece. Seus sentidos viram cinzas, que se esvaem com um sopro. O fogo também lhe consome os pensamentos, eles desaparecem. No inferno você se perde, parece não achar mais uma saída. Tudo está perdido. Ele te deixa marcas dolorosas, te arranca pedaços, te tira as esperanças. Lá é cheio de ilusões, ilusões que te deixam em coma. Você sufoca. Seus pulmões e sentimentos murcham, ele também te seca por dentro e lá dentro. E ele está ali, bem próximo. Não existe desvio seguro onde não haja faíscas. O inferno está ao seu redor. Feche os olhos e sinta a dor.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
people are strange
Pessoas são estranhas. Suas atitudes são estranhas. Comportamentos, palavras, sentimentos [?], desejos, pensamentos... Todos estranhos. Eu, que sou uma dessas muitas pessoas [claro], ainda não aprendi a lidar com todas essas peculiaridades. Na verdade me sinto um peixe fora d'água, ou melhor dizendo, um et. É, um et verde, olhudo e com um cabeção.
Mas é aquela coisa, às vezes, um mal necessário.
Ahhh, malditas pessoas!
Mas é aquela coisa, às vezes, um mal necessário.
Ahhh, malditas pessoas!
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Então,
Não há nada melhor do que ter pessoas que realmente se importam por perto mais uma garrafa de coca-cola [alô, diabo] pra fazer arrotar. Quando não se está só, a serotonina fica mais em alta e os sorrisos desabrocham. Praticamente um cogumelo alucinógeno... Alguém sabe onde se encontra?
De fato, eles brotam.
De fato, eles brotam.
terça-feira, 10 de abril de 2007
A cor do som.
E pela última vez, soou azul.
Sim, azul, como um adeus. Mas era um adeus...
Não haviam mais aqueles tons em suas palavras, não haviam mais palavras. Palavras que outrora soaram tão sinceras, negras. Negras de segurança e sinceridade. Eram tons exalados em cada gesto, em cada frase dita. Que até por engano, ledo engano, o branco exalou do seu olhar... Mas era só engano, e nem era branco. Talvez nem tivesse cor. Momentos tão vermelhos em dias tão cinzas que quando não, o roxo da saudade sufocava. E o verde crescia cada vez mais. Agora morre aos pouquinhos. É, ainda aos poucos. Não havia mais nada a se fazer, o azul saiu por sua boca e entrou na alma. Alma que de tão transparente, caiu em pedaços. E em cada pedaço, um laço cortado, um pouco do ontem que traz na pontinha a dor de um futuro perdido.
Tudo soou tão azul. Assim, tão triste, tão seco. Tão cheio de desamor que o calor esfriou, a luz apagou, o coração murchou.
*devaneios, apenas.*
Sim, azul, como um adeus. Mas era um adeus...
Não haviam mais aqueles tons em suas palavras, não haviam mais palavras. Palavras que outrora soaram tão sinceras, negras. Negras de segurança e sinceridade. Eram tons exalados em cada gesto, em cada frase dita. Que até por engano, ledo engano, o branco exalou do seu olhar... Mas era só engano, e nem era branco. Talvez nem tivesse cor. Momentos tão vermelhos em dias tão cinzas que quando não, o roxo da saudade sufocava. E o verde crescia cada vez mais. Agora morre aos pouquinhos. É, ainda aos poucos. Não havia mais nada a se fazer, o azul saiu por sua boca e entrou na alma. Alma que de tão transparente, caiu em pedaços. E em cada pedaço, um laço cortado, um pouco do ontem que traz na pontinha a dor de um futuro perdido.
Tudo soou tão azul. Assim, tão triste, tão seco. Tão cheio de desamor que o calor esfriou, a luz apagou, o coração murchou.
*devaneios, apenas.*
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Nothing lasts forever
"I need to live in dreams today, I'm tired of the song that sorrow sings. I want more than I can get just trying to trying to trying to forget. I walk to you through winds of fire and never let you know the way I feel. Under skin is where I hide love that always gets me on my knees. I want more than I can get just trying to trying to trying to forget. Nothing ever lasts forever..."Nada.
Começou, tocou, sentiu, sonhou, viveu, acabou.
sexta-feira, 6 de abril de 2007
C'est la vie.
Querer ir pra longe achando que as coisas iriam melhorar é ilusão.
Apenas mais uma tentativa frustrante de se enganar querendo mudar tempo e espaço, quando na verdade o primeiro passo [o mais importante] seria que mudassem por dentro. Mas as pessoas não mudam, e algumas nem querem. Umas até tentam.
Acho que mudança não é a palavra certa. Não é mudar, é ter, nascer espontaneamente. Não sei.
Bem, não mais importa.
Não mudou.
Não teve.
Não nasceu.
Não interessa mais.
Não lhe interessa mais.
Não foi.
Não.
Nada.
The end.
...
é a vida.
Apenas mais uma tentativa frustrante de se enganar querendo mudar tempo e espaço, quando na verdade o primeiro passo [o mais importante] seria que mudassem por dentro. Mas as pessoas não mudam, e algumas nem querem. Umas até tentam.
Acho que mudança não é a palavra certa. Não é mudar, é ter, nascer espontaneamente. Não sei.
Bem, não mais importa.
Não mudou.
Não teve.
Não nasceu.
Não interessa mais.
Não lhe interessa mais.
Não foi.
Não.
Nada.
The end.
...
é a vida.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
;D
Apenas pra constar.... cheguei.
E aí vai um 'fuck you' pra uns e um xêêêêêro enorme pra outros.
...
Ui.
-tonta-
E aí vai um 'fuck you' pra uns e um xêêêêêro enorme pra outros.
...
Ui.
-tonta-
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